Políticas comerciais e integração regional
Depois da crise económica internacional, o comércio africano recuperou, estimulado maioritariamente pela crescente procura dos mercados emergentes. O comércio no sector dos serviços também aumentou, sublinhando o crescente potencial de África em diferentes subsectores de serviços.
Mais uma vez, as negociações da Ronda de Desenvolvimento de Doha (RDD) e dos Acordos de Parceria Económica (APE) registaram em 2010 um avanço reduzido. Um resultado positivo nestas negociações dependerá dos compromissos que as partes envolvidas estejam dispostas a assumir, contrabalançando preocupações políticas com objectivos de desenvolvimento e de acesso aprofundado a mercados. Dado o impasse das negociações, os acordos de preferência comercial como o African Growth and Opportunity Act (AGOA) e o acordo de Cooperação Sul-Sul com parceiros como a China ganharam uma nova atenção na agenda de desenvolvimento e de diversificação em África.
O processo de integração regional no continente tem avançado graças a importantes iniciativas como o desenvolvimento de Programas de Integração Mínima e a racionalização das Comunidades Económicas Regionais (CER). Algumas CER lançaram já as suas áreas de livre comércio, enquanto outras estão a trabalhar firmemente neste sentido.
Apesar dos desenvolvimentos positivos, a maioria das CER continua a enfrentar desafios que incluem a instabilidade política, a reduzida diversificação económica, a participação múltipla e sobreposta em diferentes instituições, os recursos financeiros insuficientes para sustentar os processos de integração e a fraca implementação dos protocolos e decisões comummente acordados.
O crescimento económico e o desenvolvimento sustentável de África dependem em grande parte da melhoria das infraestruturas regionais. No entanto, implementar um programa coerente de actividades que inclua os sectores da energia, dos transportes e das comunicações continua a ser uma das principais dificuldades do continente, minando a sua competitividade. Para ultrapassar estas deficiências e incrementar a competitividade regional, o desenvolvimento destes programas deve ter como alvo infraestruturas de baixa qualidade, antiquadas e insuficientes. Os esforços regionais devem focar as debilidades das infraestruturas em África, particularmente no sector dos transportes.
Useful links
- African Development Bank
- OECD Development Centre
- OECD
- Proparco's magazine - Private Sector and Development
- UNECA
- UNDP Africa bureau
- United Nations
- World Bank



