1. Ver, por exemplo, o estudo de Pinkovskiy e Sala-i-Martin (2010) e algumas críticas e contra-críticas em blogs.worldbank.org/africacan/is-african-poverty-falling e www.salaimartin.com/academics-and-books/65-altres/552-response-to-martin-ravallion-and-the-world-bank.html
  2. Sobre os efeitos positivos do crescimento económico na redução da pobreza, ver também Dollar e Kraay (2002).
  3. Como exemplo da limitação dos dados, mesmos os estudos mais influentes foram baseados na CEA (1999) e Ali e Thorbecke (2000), bem como Fosu (2008; 2010), utilizaram uma amostra de apenas 16 países africanos, com um ponto por dados cada para a pobreza urbana e rural.
  4. Os resultados na tabela 4.1 têm por base o seguinte modelo de pobreza: o crescimento na taxa de pobreza é definido como uma função negativa do crescimento do rendimento e uma função positiva do crescimento da desigualdade, sendo a desigualdade inicial medida pelo coeficiente de Gini, bem como o rácio da linha de pobreza/rendimento. A redução da pobreza é especificada como dependendo da interacção entre: o  aumento do rendimento e o nível inicial de desigualdade, o aumento do rendimento e o rácio linha de pobreza/rendimento, o aumento da desigualdade e o nível inicial de desigualdade, e o aumento da desigualdade e o rácio linha de pobreza/rendimento (Fosu, 2011). O alcance da importância destes factores é empiricamente determinado e representado pelas elasticidades da pobreza em termos de rendimento e desigualdade (tabela 4.1). As elasticidades são definidas como o rácio entre a variação percentual da pobreza medida em P0 e a variação percentual do rendimento per capita expresso na PPC de 2005, bem como o rácio entre a variação percentual da pobreza e a variação percentual da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini. Os dados são do Banco Mundial (2010b).
  5. As elasticidades foram calculadas utilizando um número limitado de inquéritos às famílias a nível nacional. Como tal, devem ser tratadas apenas como indicadores da força da relação entre o crescimento económico, a desigualdade e a redução da pobreza. Para além disso, tendo em conta que o quadro temporal para o qual existem dados sobre a pobreza varia de país para país, a comparação das elasticidades entre países deve ser feita com prudência.
  6. As elasticidades foram calculadas utilizando um número limitado de inquéritos às famílias a nível nacional. Como tal, devem ser tratadas apenas como indicadores da força da relação entre o crescimento económico, a desigualdade e a redução da pobreza. Para além disso, tendo em conta que o quadro temporal para o qual existem dados sobre a pobreza varia de país para país, a comparação das elasticidades entre países deve ser feita com prudência.
  7. Ver também Banco Mundial (2010a).
  8. O crescimento dos países exportadores de matérias-primas não minerais tem sido também elevado, mas volátil
  9. Para uma análise detalhada sobre as origens do IDH e da teoria que lhe serviu de base, ver Fukuda-Parr and Kumar (2003).
  10. Os indicadores de dimensão foram redimensionados para índices utilizando a seguinte fórmula: (valor actual - valor mínimo) / (valor máximo - valor mínimo), funcionando os valores máximos e mínimos como balizas escolhidas para cada indicador. Por exemplo, a baliza de valor máximo para a taxa de alfabetização de adultos era 100, com uma baliza de valor mínimo de 0. Os valores mínimos foram considerados como valores de «subsistência» ou zeros «naturais». No RDH de 2010, o valor mínimo para a esperança de vida era 20 anos, 0 anos para as variáveis da educação e 163 USD para o rendimento nacional bruto (PNUD, 2010).
  11. Estas alterações de metodologia deram origem a um intenso debate teórico (ver, por exemplo, aidwatchers.com/2010/12/page/2/ e hdr.undp.org/en/humandev/lets-talk-hd/2010-12a/)
  12. O cálculo do IDHAD é baseado na unidade de medidas de desigualdade de Atkinson (1970) Para mais detalhes técnicos, ver Nota Técnica 2 em PNUD (2010).
  13. As taxas de mortalidade materna e de fertilidade adolescente estão codificadas como «na» (não aplicável) no caso do género masculino. Ver Nota Técnica 3 em PNUD (2010) para mais detalhes sobre o cálculo da média dos sub-índices.