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Sobre

AfricanEconomicOutlook.org

AfricanEconomicOutlook.org é a mais recente evolução do relatório anual Perspectivas Económicas na África, trazendo o seu conteúdo confiável e de alta qualidade à era digital. Assim como o relatório, AfricanEconomicOutlook.org combina a experiência do  Banco Africano de Desenvolvimento, do  Centro de Desenvolvimento da OCDE, do  Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  e uma rede de think tanks e centros de pesquisa africanos. Sua vasta cobertura nacional e métodos de análise são essenciais para quem quer entender a evolução económica, social e política dos países africanos.

O site fornece dados abrangentes e comparáveis, e análise de 54 economias africanas. Cada perfil de país é gerado por um especialista de uma instituição parceira que se reune com os mais importantes stakeholders em cada contexto e coleta dados e informações. Estes incluem: as autoridades do Tesouro, Escritórios de Estatística e Planejamento, membros e representantes do setor privado, como bancos,  Câmara de Comércio e grandes empresas, ONGs, sindicatos, jornalistas e os doadores. Eles, então, produzem uma análise detalhada dos desenvolvimentos recentes e realizam projeções para o futuro próximo.

AfricanEconomicOutlook.org é o único recurso sobre a África que emprega um quadro macro-económico transversal, permitindo uma análise comparativa entre países e ao longo do tempo. Ele contempla também estudos em profundidade de sectores críticos para o desenvolvimento do continente. Além da perspectivas do país, você encontrará recursos importantes, como investigações em curso, notícias e eventos.

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Empreendedorismo e industrialização

aeo2017

Promover a industrialização ocupa lugar cimeiro nas agendas políticas dos governos africanos. O seu objetivo consiste sobretudo em criar novas indústrias de mão-de-obra intensiva. Os países africanos já antes procuraram o caminho da industrialização, mas muitas vezes sem grande sucesso São, portanto, necessárias novas estratégias de industrialização. Devem fazer um balanço dos erros cometidos, considerando, simultaneamente, as novas oportunidades e desafios colocados pela quarta revolução industrial e pelo atual ambiente económico global. Ainda que continuando a explorar as potencialidades da indústria transformadora, as estratégias de industrialização devem também visar outros setores nos quais as economias africanas apresentam vantagens  comparativas latentes. Ainda mais importante é que as estratégias de industrialização promovam um empreendedorismo de elevado crescimento. A maioria dos empresários em fase inicial trabalha em setores de baixa produtividade que geralmente exigem níveis de qualificação reduzidos e colocam poucas barreiras à entrada no mercado. Apesar de as pequenas empresas jovens tenderem a criar grande parte dos empregos, poucas crescem depressa. Os empresários mais qualificados e altamente motivados apresentam maiores potencialidades de crescimento e de contribuição para esta nova vaga de industrialização do que os demais.

Os países africanos estão a fazendo esforços consideráveis para desenvolver uma visão para a industrialização. Atualmente, cerca de metade dos países africanos dispõem de uma estratégia de industrialização, muitas das quais destinadas a melhorar o empreendedorismo. Mas poucas se referem realmente ao papel das empresas com elevado potencial de crescimento, sobretudo pequenas e médias empresas jovens. As estratégias têm de visar mais eficazmente tais empresas, que são importantes para a industrialização. Aquando da conceção de estratégias, os governos devem considerar certas políticas industriais e aprender com as experiências do passado.

A implementação de estratégias de industrialização ainda constitui um desafio para muitos países. Estratégias bem sucedidas exigem uma forte liderança política e o empenho total de todos os níveis de governo. A participação dos governos subnacionais pode ajudar a criar políticas que melhor se adaptem às necessidades locais das empresas, desde que os governos tenham as capacidades necessárias e possam assegurar transparência. A coordenação entre organismos governamentais e a participação do setor privado no processo de decisão política pode ajudar a implementar as estratégias de industrialização de forma mais eficaz.

Por último, a monitorização das políticas e a avaliação de impacto são cruciais para tornar as estratégias de industrialização mais eficientes. Este tipo de avaliação pode servir para recompensar as instituições com bom desempenho e para rever políticas, mas são necessários dados fiáveis.

É necessária uma abordagem política holística de modo a reforçar o empreendedorismo para impulsionar a industrialização africana e a enfrentar a variedade de restrições. Este capítulo concentra-se em três áreas políticas de especial importância. A primeira consiste em melhorar as competências dos empresários e dos trabalhadores em geral, simultaneamente as fazendo responder às necessidades do mercado de trabalho. Embora os governos possam promover a aprendizagem, é necessário envolver o setor privado. A segunda área política relaciona-se com o agrupamento de empresas em clusters empresariais, tais como parques industriais e zonas económicas especiais. Os clusters podem dar apoio as start-ups e aumentar a produtividade e o crescimento das empresas já existentes, pressupondo que existem infraestruturas adequadas disponíveis. A terceira área política importante consiste em melhorar o acesso das empresas a fundos. Os mercados financeiros devem poder conceder empréstimos a preços acessíveis e fornecer instrumentos de financiamento mais variados e inovadores às empresas africanas, incluindo as pequenas e médias empresas.

Tema

Temas prévios

2017

Empreendedorismo e industrialização

2016

Cidades sustentáveis e transformação estrutural

2015

Desenvolvimento territorial e inclusão espacial

2014

As cadeias de valor globais e a industrialização de África

2013

Transformação estrutural e recursos naturais

2012

Promoting Youth Employment

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2011

Africa and its Emerging Partners

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2010

Public Resource Mobilisation and Aid in Africa

2009

Innovation and ICT in Africa

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Governação política e económica em África

Tablette

Este capítulo aborda os dados mais recentes sobre a governação em África, com o objetivo de analisar a eficácia das instituições públicas em sustentar o desenvolvimento no continente africano. Nesse contexto, analisa-se as reivindicações relativas às políticas públicas, os atuais desafios em suprir as necessidades relacionadas, bem como exemplos de boas iniciativas que constituem bases para o futuro. As principais questões de interesse são as seguintes: O que sabemos sobre as reivindicações dos cidadãos para a governação económica e política em África? Qual o desempenho atual das instituições públicas na resposta a estas reivindicações? Quais os exemplos de iniciativas políticas que conduzem à obtenção de resultados em África? Em primeiro lugar, são apresentadas as principais constatações e, nas secções seguintes, são fornecidos os detalhes sobre como essas conclusões foram obtidas.

Os dados mais recentes sobre a governação em África apontam para uma crescente reivindicação de melhores oportunidades económicas e de maior transparência e prestação de contas nas
políticas públicas. As prioridades das empresas incluem a melhoria do acesso à eletricidade, dos financiamentos e das políticas de concorrência.

Continuam a existir grandes desafios na maioria dos países, no que respeita aos processos de decisão política.
• O compromisso com a transparência e prestação de contas nas instituições de decisão política está ainda aquém das expectativas dos cidadãos. O mesmo se verifica para o desempenho das administrações públicas.
• Pesquisas de opinião demonstram uma fraca confiança nas principais instituições políticas e nos organismos responsáveis pelas políticas públicas, particularmente no que diz respeito ao seu empenho em garantirem a transparência na esfera política. As iniciativas políticas recentes revelam bons exemplos de obtenção de resultados na prestação de serviços públicos.
• Os países africanos estão a levar a sério a reforma dos seus ambientes de negócio.
• As reformas de regulamentação e as inovações digitais estão a aumentar a eficácia de utilização dos recursos públicos, bem como a melhorar o fornecimento de serviços.
• Algumas iniciativas novas visam responder às prioridades de desenvolvimento empresarial.

No futuro, o reforço dos processos de supervisão e de prestação de contas será essencial para identificar e resolver desafios transversais. Uma boa supervisão pode contribuir, igualmente, para reduzir a fragmentação institucional e a duplicação de esforços pelos governos.

Desenvolvimento humano em África

Afrique

Este capítulo analisa o desenvolvimento humano em África e as suas relações estreitas ao empreendedorismo. Salienta a importância de investir nas pessoas – incluindo na sua saúde e nutrição, conhecimento e competências, meios de subsistência e emprego digno – para dar impulso a atividade empresarial no continente africano. Ele debate ações estratégicas para alcançar uma redução significativa dos fatores de risco, ligados a progressos futuros, como o desemprego, a desigualdade e a vulnerabilidade.

Melhorar as capacidades humanas é crucial para o desenvolvimento – por um lado, como uma parte integrante da promoção do desenvolvimento (incluindo a redução da pobreza e das desigualdades) e, por outro lado, como uma plataforma para fomentar a produtividade e o empreendedorismo. Dadas as potencialidades de um círculo virtuoso entre o desenvolvimento humano e o crescimento económico, o investimento na educação e competências na saúde e nutrição, bem como na proteção social é também um investimento no crescimento inclusivo e no desenvolvimento empresarial. África só conseguirá aproveitar o seu dividendo demográfico se tiver o apoio de uma mão-de-obra produtiva, qualificada e empreendedora. O desenvolvimento humano significa criar oportunidades e reforçar as capacidades das pessoas no âmbito da inovação e do empreendedorismo. As perspetivas são positivas. Existe uma grande convergência, quer numa agenda partilhada quer na vontade política dos líderes africanos e dos seus parceiros para conferirem prioridade ao desenvolvimento humano, de forma a apoiarem o empreendedorismo e o crescimento económico. A implementação conjunta de políticas e programas inovadores contribuirá para aproveitar o máximo do dividendo demográfico e para alcançar o objetivo de “não deixar ninguém para trás” no continente africano.

Políticas comerciais e integração regional em África

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O comércio intra-africano e as relações comerciais do continente com o resto do mundo estão em mutação acelerada. Este capítulo é composto por cinco secções e centra-se na diversificação dos produtos e parceiros comerciais de África, bem como no potencial de progresso no futuro. Analisa a evolução económica global, explica as oito comunidades económicas regionais, as suas políticas e iniciativas de integração, e avança com ideias sobre como o setor privado em África pode capitalizar as oportunidades apresentadas pelas cadeias de valor regionais e globais.

À medida que o mundo evolui para um único mercado global interconectado, a prosperidade já não depende apenas da produtividade de um país, mas também da escolha estratégica dos seus parceiros comerciais, dos produtos de exportação e das políticas nesta área. O crescimento em África, nos últimos anos, foi apoiado por avanços no comércio, nas políticas, no ambiente
regulador e na integração regional.

No entanto, o impacto alargado e desigual dos choques nos preços das matérias-primas e as críticas ao sistema mundial de comércio aumentam a incerteza sobre o futuro. É necessário que os países utilizem da melhor forma a globalização, o que pode ser feito por meio da diversificação do seu comércio para além dos recursos naturais e aumento do comércio intraafricano. As mudanças económicas e políticas na China e nos Estados Unidos terão efeitos diversos no comércio do continente africano mas, para contrariar os riscos existentes, África deverá levar a cabo reformas estruturais e regulamentares, melhorar as políticas e o clima de investimento, aprofundar a integração regional e manter o seu compromisso de realização
de reformas. As comunidades económicas regionais africanas têm uma importância fundamental no reforço das economias e da resiliência contra os choques globais. É necessário, assim,
um maior compromisso político, especialmente no plano nacional para atualizar os acordos de integração regional. A Zona Continental de Comércio livre proposta poderá gerar grandes ganhos comerciais e impulsionar outros objetivos de desenvolvimento.

Fluxos financeiros externos e receitas fiscais em África

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Este capítulo aborda as tendências recentes dos fluxos financeiros externos que têm África como destino, bem como a evolução das receitas internas. Em particular, ele analisa a evolução do investimento direto estrangeiro (IDE), do investimento de carteira, das remessas e da ajuda pública ao desenvolvimento entre 2015 e 2016, bem como as perspetivas para 2017. A crescente importância dos fluxos privados relativamente aos fluxos públicos é destacada. O capítulo é concluído com a descrição da evolução das receitas internas entre 2005 e 2015 e com a análise dos
desafios que se colocam ao aumento da capacidade de coleta e mobilização dessas mesmas receitas.

Os fluxos externos privados, tanto em termos de investimento como de remessas, continuam a impulsionar o crescimento das finanças externas em África. Apesar da permanência dos baixos preços das matérias-primas, estima-se que os fluxos de investimento direto estrangeiro (IDE) tenham recuperado em 2016, num reflexo da crescente diversificação do investimento em serviços, na indústria transformadora e em projetos de infraestruturas. Prevê-se que o IDE chegue a, em 2017, 57.5 mil milhões de USD, sustentado por grandes investimentos de raiz provenientes do Extremo e Médio Oriente. Em 2016, África registou o mais baixo fluxo de investimento de carteira desde 2008, com 6.5 mil milhões de USD, e esta tendência decrescente deverá continuar, com uma média de
5.2 mil milhões de USD prevista para 2017. Entre 2005 e 2009, as remessas cresceram mais de 50%, e estima-se que atinjam os 66.2 mil milhões de USD em 2017, tendo como destino maioritário
o Egito e a Nigéria. A Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) a África registou um decréscimo em 2016 (1.7% em termos reais), pois alguns doadores recuaram relativamente ao compromisso
previamente assumido de reverterem a diminuição dos fluxos para os países mais pobres. A percentagem de ajuda ao desenvolvimento atribuída a 17 dos 27 países africanos de rendimento baixo deverá diminuir pelo menos até 2019, o que é preocupante. Apesar dos progressos, a mobilização de recursos internos ainda é reduzida. Para dar resposta às necessidades de financiamento de África, a comunidade internacional e os decisores políticos africanos estão a explorar novas formas de cooperação com o setor privado tendo em vista a mobilização de recursos financeiros e o desenvolvimento de mercados financeiros locais e do empreendedorismo.

Perspetivas macroeconómicas em África

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Este capítulo analisa as condições macroeconómicas nas diversas regiões e países de África, bem como no continente como um todo. Salienta as tendências de crescimento verificadas no passado e projeta o crescimento para 2017-18 tendo por base as dinâmicas e choques prevalecentes ao nível global, regional e interno. Ele examina os principais fatores de crescimento, tanto
do lado da oferta como da procura, e disponibiliza uma comparação regional, baseada na estrutura das economias africanas. Este capítulo analisa, igualmente, as políticas orçamental, monetária e financeira, assim como as componentes externas que sustentam o desempenho recente do crescimento e que provavelmente modelarão as trajetórias de crescimento dos países africanos no
futuro.

Em 2016, o crescimento económico em África continuou a deteriorar-se, em particular devido à queda dos preços das matérias-primas, sendo os países exportadores destes produtos  especialmente afetados. Apesar desta tendência, a maioria dos países não-exportadores de matérias-primas mantiveram um crescimento positivo. A perspetiva de crescimento em África para 2017-18 é positiva, sendo esta baseada no aumento previsto dos preços das matérias-primas e da procura interna. A procura interna continua a impulsionar o crescimento em África. Entretanto, a melhoria da gestão macroeconómica e do ambiente de negócios, bem como uma maior diversificação contribuirão para a resiliência do crescimento africano em 2017-18. Os países com políticas orçamentais, monetárias e cambiais mais coordenadas e consistentes são capazes de enfrentar os choques. Os países considerados seguros para os investimentos (devido, por exemplo, à coerência de políticas) conseguem acomodar maiores desequilíbrios externos durante períodos longos de turbulência, independentemente dos seus parâmetros de governação macroeconómica.

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Comunicado de imprensa

Realizar o potencial dos empreendedores africanos para acelerar a transformação industrial de África, é o que afirma o relatório Perspetivas Económicas em África 2017

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AfricanEconomicOutlook.org  é a mais recente evolução do relatório anual Perspectivas Económicas em África, trazendo o seu conteúdo confiável e de alta qualidade à era digital.