O apoio do BAfD às TIC: As capitais africanas ligadas por fibra óptica em 2012
A contribuição potencial das TIC para a redução da pobreza, para o crescimento económico, a produtividade e a eficiência dos serviços públicos é amplamente reconhecida. No entanto, África está muito atrás de outras regiões na penetração das TIC e, de acordo com a UIT (2009), as suas classificações no índice de Desenvolvimento de TIC (IDI) estão ainda entre as mais baixas do mundo. Entre 1995 e 2005, o Banco investiu 440 milhões de dólares em infra-estruturas de telecomunicações em África e 120 milhões de dólares em aplicações electrónicas em áreas como a educação, saúde, agricultura e desenvolvimento rural, para ajudar a diminuir as discrepâncias.
Nos últimos dois anos, o Banco deu passos importantes para aumentar o seu envolvimento nas TIC africanas. É notável o compromisso para realizar os objectivos da Conferencia “Connect Africa”, assumido por parte dos Chefes de Estado africanos, em Kigali, em Outubro de 2007. Os objectivos incluíam a interligação das capitais africanas através de ligações de banda larga até 2012 e a promoção de um ambiente regulador e de políticas adequadas, de forma a encorajar novos investimentos nas infra-estruturas de TIC. O Banco contribui igualmente, em conjunto com a UA e as Comunidades Económicas Regionais, para a realização de outras iniciativas globais e regionais, através do apoio aos esforços de harmonização de políticas e de desenvolvimento de infra-estruturas. Neste contexto, o BAfD é um dos actores mais importantes na implementação do quadro de harmonização da regulação e da política de TIC, que foi aprovado pelos ministros africanos responsáveis pelas TIC numa reunião realizada no Cairo, em Maio de 2008.
Para que o Banco fortaleça a sua posição actual para cumprir os seus compromissos e contribuir de forma válida para os objectivos económicos continentais, foi desenvolvida em 2008 uma Estratégia de Operações centrada nas TIC, a qual ficou operacional em Outubro do mesmo ano, após a aprovação pelo conselho directivo do Banco. O objectivo da Estratégia de Operações das TIC é ter uma contribuição importante para a redução da pobreza e para o crescimento económico dos Países Membros Regionais (PMR), aumentando o papel do Banco no alargamento do acesso a infra-estruturas de TIC, estimulando o investimento do sector privado e, por último, melhorando a boa governação através da prestação eficaz de serviços públicos. No curto-prazo (primeiros 24 meses), a Estratégia concentra-se em dois pilares – financiamento directo de infra-estruturas de banda larga e apoio aos esforços africanos para atracção de fluxos financeiros privados através de melhorias nos quadros de regulação e de políticas. O Banco aprovou recentemente um empréstimo de 14.5 milhões de USD para o cabo submarino de fibra óptica EASSy, na costa leste, e um empréstimo de 50 milhões de USD para o projecto do satélite RASCOM. O Banco encontra-se também a financiar estudos de viabilidade para as redes regionais de banda larga. A médio-prazo, o Banco planeia trabalhar para estimular a procura de redes e serviços TIC, promovendo o e-government e a conectividade das escolas, universidades, instituições de saúde, bem como de respostas específicas às necessidades de Estados Frágeis, Países de Rendimento Baixo e de Rendimento Médio.
Fonte: Estratégia de Operações TIC do Banco Africano de Desenvolvimento.
Theme 2011
Experts from different fields analyse what measures should African governments take in order to engage effectively with emerging economic partners in Africa, such as China, India, Brasil or Turkey.
Inquérito às despesas dos fiscais
Jean-Philippe Stijns, co-author of the "Public Resource Mobilisation" study, highlights Morocco's practices while observing their taxation policies.
Useful links
- African Development Bank
- OECD Development Centre
- OECD
- Proparco's magazine - Private Sector and Development
- UNECA
- UNDP Africa bureau
- United Nations
- World Bank



