Aumento dos pagamentos internacionais líquidos e do fluxo
de tráfego para África

Com o intercambio do tráfego internacional baseado nos custos de terminação, num contexto de liberalização do mercado, muitos operadores produzem maiores custos de terminação do que acontecia no passado, numa altura em que o intercambio era baseado em taxas de repartição internacional entre as empresas monopolistas de cada país. Por exemplo, os pagamentos internacionais líquidos dos operadores sediados nos Estados Unidos para os seus homólogos africanos, são hoje frequentemente superiores do que quando efectuados segundo o sistema de “taxas de repartição internacional”. No total, os operadores em países africanos recebem pagamentos cerca de 100 milhões de USD superiores em 2006 do que recebiam em 1996, e mais de 200 milhões de USD superiores a 1994. Com efeito, o total de pagamentos internacionais líquidos dos Estados Unidos para países africanos atingiu o valor máximo de sempre em 2006, o último ano com dados disponíveis.


Uma das razões para este aumento em receitas agregadas a nível nacional, é que, apesar da inteligação entre redes se ter tornado mais orientada para os custos, o volume de tráfego internacional aumentou exponencialmente ao longo dos últimos anos. Entre 2000 e 2006 o tráfego dos Estados Unidos para África aumentou 344 por cento (ver Figura 18). O tráfego na direcção oposta aumentou 80 por cento. A principal razão para este crescimento é que as taxas de repartição internacional mantinham os preços das telecomunicações internacionais artificialmente altos, até ao ponto em que se tornava proibitivo para muitos utilizadores fazer chamadas. Dá-se também o caso que a expansão de rede, como resultado da liberalização, criou muito mais oportunidades de chamadas. Deste modo, o aumento no volume de tráfego é o resultado de preços mais baixos para chamadas internacionais e da expansão de rede.

Fonte: Sam Paltridge, Administrador Principal, Direcção da Ciência e Indústria Tecnológica, OCDE.

Theme 2011

Experts from different fields analyse what measures should African governments take in order to engage effectively with emerging economic partners in Africa, such as China, India, Brasil or Turkey.

 

Inquérito às despesas dos fiscais


Jean-Philippe Stijns
, co-author of the "Public Resource Mobilisation" study, highlights Morocco's practices while observing their taxation policies.