Ciência, Tecnologia e Inovação já não podem ser ignorados em África
A inovação está a tornar-se num elemento cada vez mais importante de crescimento económico e num impulsionador crucial da economia do conhecimento emergente. A UNECA tem consciência de que, para que a inovação tenha lugar nos países africanos, os projectos científicos conjuntos de I&D devem ser reforçados, de modo a promover a transferência de tecnologia para África e para envolver os pesquisadores africanos na localização de inovações. Por exemplo, um projecto de I&D em TIC apoiado pela CEA, conhecido como iniciativa VarsityNet, em parceria com o Departamento de Ciência Informática da Universidade de Adis Abeba (UAA), na Etiópia, resultou no desenvolvimento de uma plataforma e-govermental em lingua local Amarica, para partilha de documentos estandardizados em várias línguas e alfabetos, a qual passou a ser utilizada pelas autoridades locais e governamentais do país. Esta iniciativa de investigação conduziu ao crescimento da Comunidade Etíope de Fontes Abertas (Ethiopian Open Source Community) e à criação da Rede Etíope de Fontes Livres e Abertas (Ethiopia Free and Open Source Network). Este contexto levou não só a um aumento de projectos ligados a “ Open Source” em várias universidades etíopes, mas contribuiu de maneira consistente às capacidades de investigação dos departamentos em relação ao desenvolvimento de software. A UAA desenvolveu também um protótipo para permitir ao pessoal médico ter acesso a dados clínicos utilizando dispositivos móveis e aceder ao ficheiro dos pacientes através desses dispositivos. Uma vez adoptados, estes tornam-se uma ferramenta inovadora para as instituições médicas. Este exemplo demonstra como a inovação é importante para o processo de desenvolvimento africano e como as TIC podem tornar-se agentes de inovação. As TIC oferecem também a capacidade para libertar e apoiar a inovação tecnológica em África.
As TIC podem apoiar as comunidades científicas africanas a terem melhor acesso ao conhecimento científico, o que seria, por si só, não apenas uma fonte de inovação mas também uma forma diferente de criar um ambiente inovador para os cientistas. Através das TIC, os cientistas poderão participar em projectos internacionais relacionados com as alterações climáticas, a biodiversidade, a desertificação e outros assuntos de crucial importância para África. A UNECA lançou a iniciativa “ASKIA” (Acesso ao Conhecimento Científico em África) para promover e apoiar o acesso ao conhecimento científico por parte dos investigadores, dos cientistas africanos, dos estudantes e dos órgãos de decisão . A iniciativa fornecerá principalmente um mecanismo para que os cientistas africanos tenham contacto com o conhecimento científico global, permitindo igualmente a produção de conhecimento autóctone que suporte o crescimento económico e industrial. Deste modo, o acesso às infra-estruturas, tal como o acesso à banda larga por parte das Universidades africanas, deveria tornar-se uma prioridade.
De acordo com um relatório recente da UNECA, encomendado pela Divisão de Ciência e Tecnologia (ISTD) da TIC ,intitulado “Promovendo a Ciência, Tecnologia e Inovação para um Desenvolvimento Sustentável em África”, escrito pelo Prof. Mohamed Hassan, Presidente da Academia de Ciências do Terceiro Mundo, “África não possui capacidades científicas e tecnológicas para enfrentar de forma eficaz os desafios com que se confronta. Igualmente importante, falta-lhe a capacidade inovativa para solucionar estes desafios”. Esta é a razão pela qual a STI tornou-se uma área que o continente africano não pode continuar a ignorar e é o fundamento para a criação da Divisão de Ciência, Tecnologia e Informação da UNECA para abordar estes desafios do desenvolvimento africano.
Fonte: Aida Opoku-Mensah, Director TIC, Divisão da Ciência e Tecnologia (ISTD), Comissão Económica das Nações Unidas para África (ECA).
Theme 2011
Experts from different fields analyse what measures should African governments take in order to engage effectively with emerging economic partners in Africa, such as China, India, Brasil or Turkey.
Inquérito às despesas dos fiscais
Jean-Philippe Stijns, co-author of the "Public Resource Mobilisation" study, highlights Morocco's practices while observing their taxation policies.
Useful links
- African Development Bank
- OECD Development Centre
- OECD
- Proparco's magazine - Private Sector and Development
- UNECA
- UNDP Africa bureau
- United Nations
- World Bank



