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Fluxos financeiros externos e receitas fiscais em África

Tablette

Este capítulo aborda as tendências recentes dos fluxos financeiros externos que têm África como destino, bem como a evolução das receitas internas. Em particular, ele analisa a evolução do investimento direto estrangeiro (IDE), do investimento de carteira, das remessas e da ajuda pública ao desenvolvimento entre 2015 e 2016, bem como as perspetivas para 2017. A crescente importância dos fluxos privados relativamente aos fluxos públicos é destacada. O capítulo é concluído com a descrição da evolução das receitas internas entre 2005 e 2015 e com a análise dos
desafios que se colocam ao aumento da capacidade de coleta e mobilização dessas mesmas receitas.

Os fluxos externos privados, tanto em termos de investimento como de remessas, continuam a impulsionar o crescimento das finanças externas em África. Apesar da permanência dos baixos preços das matérias-primas, estima-se que os fluxos de investimento direto estrangeiro (IDE) tenham recuperado em 2016, num reflexo da crescente diversificação do investimento em serviços, na indústria transformadora e em projetos de infraestruturas. Prevê-se que o IDE chegue a, em 2017, 57.5 mil milhões de USD, sustentado por grandes investimentos de raiz provenientes do Extremo e Médio Oriente. Em 2016, África registou o mais baixo fluxo de investimento de carteira desde 2008, com 6.5 mil milhões de USD, e esta tendência decrescente deverá continuar, com uma média de
5.2 mil milhões de USD prevista para 2017. Entre 2005 e 2009, as remessas cresceram mais de 50%, e estima-se que atinjam os 66.2 mil milhões de USD em 2017, tendo como destino maioritário
o Egito e a Nigéria. A Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) a África registou um decréscimo em 2016 (1.7% em termos reais), pois alguns doadores recuaram relativamente ao compromisso
previamente assumido de reverterem a diminuição dos fluxos para os países mais pobres. A percentagem de ajuda ao desenvolvimento atribuída a 17 dos 27 países africanos de rendimento baixo deverá diminuir pelo menos até 2019, o que é preocupante. Apesar dos progressos, a mobilização de recursos internos ainda é reduzida. Para dar resposta às necessidades de financiamento de África, a comunidade internacional e os decisores políticos africanos estão a explorar novas formas de cooperação com o setor privado tendo em vista a mobilização de recursos financeiros e o desenvolvimento de mercados financeiros locais e do empreendedorismo.

Comunicado de imprensa

Realizar o potencial dos empreendedores africanos para acelerar a transformação industrial de África, é o que afirma o relatório Perspetivas Económicas em África 2017

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